
Pesquisadores da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã (VAST) desenvolveram uma tecnologia que transforma as cascas descartadas do Feijão-mungo em um potencial ingrediente para suplementos voltados ao controle do diabetes. Utilizando nanotecnologia, os cientistas conseguiram aumentar a absorção da vitexina, composto natural presente na casca do grão, criando a chamada nanovitexina, que poderá oferecer maior eficácia no auxílio ao controle da glicemia. Embora ainda dependa de novos estudos e testes clínicos, a pesquisa destaca o potencial de agregar valor à resíduos agrícolas, reduzindo desperdícios e criando oportunidades para as indústrias de saúde e nutrição em um momento em que o diabetes afeta cerca de 589 milhões de adultos em todo o mundo.
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Cientistas transformam resíduos de Feijão-mungo em potencial suplemento para diabetes
VIETNÃ – Cientistas vietnamitas estão explorando uma nova maneira de combater o diabetes usando uma fonte inusitada: as cascas descartadas do Feijão-mungo.
Pesquisadores da Academia de Ciência e Tecnologia do Vietnã (VAST) desenvolveram um processo para extrair a vitexina, um composto vegetal natural encontrado na casca do Feijão-mungo, e convertê-la em um ingrediente nanoformulado projetado para melhorar a absorção pelo organismo.
A equipe acredita que o composto resultante, conhecido como nanovitexina, poderá eventualmente ser usado em suplementos alimentares destinados a auxiliar no controle do açúcar no sangue.
Desde 2022, os pesquisadores do VAST têm investigado se a nanotecnologia pode aumentar a eficácia da vitexina, convertendo-a em partículas minúsculas que são mais facilmente absorvidas pelo organismo.
A academia afirma que a inovação pode abrir caminho para novos produtos de apoio à saúde, especialmente para pessoas que vivem com diabetes.
O Feijão-mungo (Vigna radiata) é, sem dúvida, um ingrediente comum nas cozinhas da Malásia, sendo frequentemente utilizado em sobremesas como o bubur kacang hijau e germinado para produzir o taugeh. Valorizado pelas suas fibras, proteínas, vitaminas e minerais, é amplamente consumido em toda a Ásia e tem sido usado há muito tempo em alimentos e remédios tradicionais.
Embora sejam necessárias mais pesquisas e testes clínicos, os cientistas acreditam que a nanovitexina pode oferecer um potencial terapêutico maior do que as formulações convencionais de vitexina.
Além disso, especialistas afirmam que a conversão de subprodutos agrícolas em ingredientes de maior valor agregado para a saúde pode ajudar a reduzir o desperdício de alimentos, ao mesmo tempo que cria oportunidades para os setores de saúde e nutrição.
O estudo surge num contexto em que a diabetes continua a representar um desafio crescente para a saúde global. Estima-se que 589 milhões de adultos em todo o mundo vivam com a doença, a maioria dos quais residindo em países de baixo e médio rendimento.
Reportagem original publicada por FMT